sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O amor à vida começa pela atitude de cada um de nós ao próximo….

 

O Instituto de Cegos “Padre Chico” atende crianças cegas e baixa visão, matriculadas no Período Preparatório e no Ensino Fundamental e realiza também atividades extras.
A criança ao chegar no Instituto, é encaminhada para uma triagem pedagógica, onde é feita uma ficha completa da sua vida desde a gestação.

· Estimulação Precoce
· Escola de Ensino Fundamental
· Período Preparatório
· Informática
· Datilografia Comum e Braille
· Educação Física ( Natação, Futebol e Goabol)
· Karate
· Musicografia Braille
· Banda
· Violão
· Teclado
· Piano
· Banda ritmica
· Coral infantil e infanto-juvenil
· Formação Religiosa

Atendimento:

· Odontológico
· Psicológico
· Fonoaudiológico
· Fisioterapeutico

· Coordenação Pedagógico

· Orientação Educacional

 

Foto do Instituto Padre Chico

 

Instituto de Cegos “Padre Chico”
Entidade sem fins lucrativos que mantêm há 80 anos, uma Escola modelo de Ensino Fundamental, totalmente gratuita, em São Paulo, para Deficientes visuais e baixa visão.

Rua: Moreira de Godoi, 456 - Ipiranga
Cep: 04266-060 - São Paulo - SP
Tel: (11) 2274.4611 / 2061.5522
Fax: (11) 2274.4132

sábado, 6 de novembro de 2010

HISTÓRIAS CONTADAS DE BOCA

 

Este é o primeiro vídeo que editamos para trazer para vocês.

ao título da história é O relógio.

São histórias contadas de boca, de vários autores, com áudio e animação editados aqui na AIAC.

Nossa intenção é trazer toda semana , histórias diferentes, porque acredito que o contador de história tem tb um papel fundamental no meu trabalho da ONG.

É um trabalho cada vez mais reconhecido e aplaudido, não só por trazer de volta às pessoas a magia, a ilusão, a imaginação, o sonho, a conquista e até mesmo a alegria.

As histórias mexem com nossa criança interior, super importante na hora de desenvolver qualquer método ligado à arte.

Espero que vcs gostem e divulguem.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Aubrey Davis o contador de histórias para deficientes mentais

 

Antes de se tornar um contador de histórias e autor, Aubrey Davis trabalhou como madeireiro, agricultor, vendedor e professor. Em suas viagens pela Europa e Norte da África, ele descobriu contos tradicionais.

"O melhor deles me intrigou, me chocou e me encantou. Eles me ajudaram a ver o mundo e eu, em fresco, novos caminhos. Eles estavam sem fundo. Eles me fez pensar como eu nunca tinha pensado antes. "

Aubrey descobriu também a antiga arte de contar histórias. "No começo eu contava histórias para meus filhos, depois de uma reunião semanal em Toronto. Eu disse em lares, festas, cadeias e mais tarde, em rádio e televisão nacionais. "

Por mais de 25 anos Aubrey tem contava histórias para pessoas de todas as idades. Ele já se apresentou e realizou workshops em todo o Canadá e os EUA. Um professor aposentado, de 17 anos, ele ensinou um programa de linguagem oral para alunos do ensino fundamental e com necessidades especiais.

"Ensinei-lhes a língua através da história. Eles me ensinaram como se comunicar de forma simples, clara e dramaticamente. "

"Minha carreira começou quando me pediram para contar um conto de Chanukah para um grande público de crianças. Infelizmente eu não consegui encontrar um que eu gostava, então eu escrevi um para mim. As crianças adoraram e assim fez o editor a quem a enviou. Bone Button Borscht nasceu da necessidade. "

 

Em 1987, Aubrey decidiu contar histórias para as crianças com deficiência mental que ele tinha dado aulas. Ele se refere a essa idéia como extravagante, uma vez que muitas das crianças pareciam não ter meios de comunicação, mas ele tinha confiança de que conseguiria uma ação rápida e passageira mas que pudesse ser referência de que algo estava acontecendo, alguma porta de comunicação estaria se abrindo. Para alcançar essa pequena resposta Aubrey teve de ser muito dramático, usando muita dança, brincando com os dedos e movendo as cadeiras de rodas. “É maravilhosa a experiência de observar um aluno que não pode ler ou falar começar a pegar o ritmo e sons da história e começar a contar a história comigo”, explica Aubrey. “Essas crianças me ensinaram como simplificar uma história, como usar modelos e repetições, como cortar a linguagem para ir às palavras mais importantes e como ser dramático.” Por causa dessa experiência Aubrey acredita que é importante para os contadores de história trabalhar com crianças e com adultos: estes irão requerer que você dê um pouco de sofisticação à história, mas serão as crianças que farão você trazer a diversão. Aubrey teve uma nova idéia sobre a constituição das idéias ao tentar comunicar-se com as crianças deficientes

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

AIAC e Casa de David na Belas Artes

Bom dia ….

Ontem comecei minha oficina com os meninos da Casa de David.

Trabalhamos um poquinho expressão corporal, percebi que a maioria tem bastante noção do próprio corpo e fica muito à vontade com ele.

Eles se divertiram nos 10 minutinhos que fizemos alguns movimentos, quiseram até dançar “O Tchan”….hahahha

Já instalados na oficina, trabalhamos com algumas sucatas e montamos um bonequinho….eu queria ver a coordenação deles, o traço, a noção de espaço, de tamanho, a capacidade de concentração, e eu fiquei muito surpresa, pois eles estão além do que eu imaginei.

Fiquei impressionada com o Abílio, que para mim é um talento, e vou fazer ele por para fora todo esse dom que descobri que ele tem e nunca foi desenvolvido. Quando falei disso para o grupo de professoras , coordenadoras , enfermeira e voluntárias, todas ficaram surpresas, mas acho que o tempo e a experiência me faz hoje conseguir rápido descobrir até onde posso chegar com cada um apenas em uma tarde. Realmente vocês vão me ouvir falar bastante do Abílio, e vou postar muitas fotos dos trabalhos dele.

Começaremos na semana que vem a fazer umas camisetas pintadas e costumizadas. Essas camisetas irão para venda no bazar. Espero que futuramente viremos uma marca conhecida, porque minha intenção é empregá-los através da ONG, para produzir as camisetas. Estamos ainda em negociações para ver como iremos burocraticamente fazer isso tudo acontecer e inclusive dispor de um salário para eles, mas em breve terei notícias mais sólidas.

Fiquei impressionada com o carinho do pessoal que trabalha na Casa de David e cuida deles, o cuidado , o amor e dedicação são de tirar o chapéu. Eles são felizes, e quero elogiar hoje a enfermeira Luciana, pela dedicação, pois ela deixa a família, marido e filhos durante todos os finais de semana, feriados, natal , ano novo, para poder ficar com eles nas casas onde eles moram, que fazem parte da Casa de David, mas com mais autonomia, eles moram sozinhos e são cuidados e supervisionados por ela. Um beijo Luciana e foi um prazer conhecê-la, parabéns pelo seu trabalho de amor.

Sei que prometi as fotos , mas ainda vai demorar um pouquinho, prometo que daqui duas semanas faço um show de slides para todos conhecerem meus meninos e o nosso trabalho.

 

Um beijo a todos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AIAC em parceria com a FACULDADE DE BELAS ARTES

A partir de quarta feira que vêm, dia 27 de outubro , a AIAC, Associação Inclusão Arte e Cultura, vai estar em parceria com o projeto Inclusão da Faculdade de Belas Artes de São Paulo, atendendo os moradores da Casa de David.
Eu estarei fazendo uma oficina de pintura em camisetas, e tb um trabalho corporal com todas as turmas das várias oficinas oferecidas pela faculdade, no projeto inclusão.
O trabalho corporal será uma abertura para as oficinas profissionalizantes, para uma conscientização do corpo e suas funções. Toda fase corporal que os bebês passam e eles foram privados, pela ausência da família, pela falta de estímulos necessários, pelo abandono, será trabalhada pouco a pouco durante uns 10 a 15 minutos toda terça feira antes das oficinas.
Trabalharei tb com o Marcelo, um jovem, deficiente, que começará aulas de pintura em tela. Ele terá aulas particulares, tb no espaço da Belas Artes, por já fazer parte do projeto inclusão. O Marcelo tem a coordenação fina bem adiantada e está apto a trabalhar o desenho e a pintura à óleo , creio que com muito sucesso.
A partir da semana que vem postarei toda quarta feira , fotos e textos de nosso trabalho para todos acompanharem.
Eu , Daphne, estou, em nome da AIAC, muito feliz em compartilhar o início dessa parceria com vcs.

CASA DA DAVID

A Casa de David é uma instituição filantrópica que abriga crianças carentes, portadoras de deficiência mental.
São crianças abandonadas que exigem tratamentos especiais até o final de suas vidas.Por isso, há excepcionais entre 6 e 44 anos de idade sob cuidados de uma equipe multidisciplinar durante 24 horas ao dia.
Conta, atualmente, com 331 crianças dentre as quais 100 encontram-se em leito hospitalar. A instituição aloca os enfermos em diversos pavilhões, visando oferecer a cada um dos internos, dependendo de suas necessidades, uma estrutura adequada para o atendimento clínico, alimentar, higiênico, de lazer e de repouso.

HISTÓRICO

MARLENE SIMONE SOARES (tia Marlene), fundadora da CASA DE DAVID, Tabernáculo Espírita para Excepcionais, conta que em 1961 nasceu seu filho David, cheio de saúde e de um grande carisma. Aos 6 meses de vida foi acometido de meningite, com febre muito alta, passando a ter convulsões. Mesmo com todos os esforços médicos, adquiriu seqüelas irreversíveis, que o tornaria uma criança excepcional.
David faleceu naquele ano, deixando um grande vazio e muita saudade. Por isso, em 25 de maio de 1962, TIA MARLENE fundou a Casa de David Tabernáculo Espírita para Excepcionais.


OBJETIVO E EQUIPE DE TRABALHO

Atender diariamente (24h) mais de 300 assistidos.
Prestar atendimento multiprofissional especializado.
a integração social e o desenvolvimento da Pessoa Portadora de Deficiência

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A SURDEZ COMO CULTURA E A LINGUAGEM DE SINAIS

Surdez é mais do que uma condição médica. Para os indivíduos que são surdos, a surdez não é apenas ter "ouvidos doentes"; eles pertencem a uma comunidade, uma cultura. Neste sentido, a surdez é única entre os tipos de deficiência. O sentido da cultura é mais forte entre aqueles que a linguagem gestual é o seu idioma principal. É este vínculo linguístico, talvez mais do que outros fatores, que liga os membros desta comunidade. Em muitos aspectos, o caráter social da cultura surda pode ser comparado à da cultura Afro-americana. Da mesma forma que existe um forte sentimento de orgulho entre os Afro-americanos em respeito ao seu patrimônio cultural e da sociedade, existe um sentimento de orgulho entre os surdos, e eles gozam do estatuto de minoria cultural e linguística. Surdez é muito mais do que um fenômeno fisiológico. É um modo de vida. Nas últimas décadas, a linguagem tem desempenhado um papel cada vez mais centralizador na unificação cultural da comunidade surda.

No entanto, existem pessoas surdas que não utilizam a linguagem dos sinais. Essas pessoas geralmente têm sido levantadas a seguirem a tradição oral, o que significa que eles foram educados e ensinados a se expressar vocalicamente, e também para "ler os lábios" dos outros. Esta tradição era mais comum durante a maior parte do século 20.

O pressuposto é que a pessoa surda será mais aceitável e acessível às pessoas que não são surdas se o surdo puder proceder "normalmente" em uma conversa. Até certo ponto é verdade, mas a maior desvantagem desta abordagem é que a leitura labial é uma arte inexata, que incluem intuição e adivinhação. Leitores de Lábios são capazes de compreender cerca de 40 a 60% do que os outros dizem, e devem preencher os espaços "em branco" do resto da conversa, isto até mesmo depois de muitos anos de formação e prática.

Existem tantas linguagens gestuais como existem línguas faladas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o mais comum é a linguagem gestual American Sign Language, ou ASL. Na Grã-Bretanha, a British Sign Language, ou BSL, que é a mais comum. Na Austrália, Australian Sign Language, ou Auslan, é a mais comum. Inglês Sinalizado é uma outra variação, embora seja menos de um full-featured da língua e tradução de uma das mais faladas no Inglês em um sistema de sinais.

Quando olhamos para outras regiões fora da França, como a Suécia, América do Sul, e na Ásia, as diferenças são ainda mais acentuadas. As linguagens de sinais asiáticas não possuem quase nada em comum com a linguagem de sinais dos americanos ou europeus, e não possuem uma raiz linguística comum. Tem havido algumas tentativas de fazer uma versão internacional da linguagem gestual, conhecido como Gestuno, mas a comissão de desenvolvimento deste sistema de linguagem de sinais é inferior à dos países mais ricos do mundo e tem sido vista apenas com uso limitado.

Enfim, o que importa realmente em termos de Brasil , é termos escolas adaptadas para recebê-los, intérpretes em sala de aula , professores preparados e um currículo não modificado,mas sim melhorado ,  com o uso da linguagem gestual de forma prática e geral na escola, para que a inclusão realmente seja feita em sua íntegra.